quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Prazo para adesão ao novo Refis será prorrogado para outubro, diz Meirelles Ministro da Fazenda proferiu palestra em Congresso Aço Brasil, em Brasília. Afirmou que, com reformas e redução do tamanho do Estado, país vai crescer mais. Por Alexandro Martello, G1, Brasília 23/08/2017 11h00 Atualizado há 12 horas O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (23), em Brasília, que o prazo de adesão ao novo Refis, cujas regras ainda estão sendo fechadas em negociações com parlamentares, será 31 de outubro. Sem a mudança, o prazo terminaria no final de agosto. O governo espera arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com o programa de parcelamento de débitos tributários das empresas para tentar fechar as contas neste ano. Até o momento, a meta de déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida) é de até R$ 139 bilhões para o governo - que busca ampliar este rombo, no Legislativo, para até R$ 159 bilhões. O ministro avaliou, porém, que as negociações com os parlamentares ainda deverão prosseguir por mais um tempo. Segundo ele, é um pouco difícil fechar as novas regras nesta semana. "Mas vamos terntar fazer o mais rápido possível. Depende de um acordo", afirmou a jornalistas. De acordo com Henrique Meirelles, o governo está discutindo com congressistas, neste momento, quais empresas poderão ter dívidas consideradas de menor valor e, com isso, acesso a um parcelamento por um período maior de tempo e uma entrada menor. A proposta original do governo era que dívidas menores fossem de até R$ 15 milhões, mas o Congresso sugeriu subir este valor para R$ 150 milhões, o que foi rejeitado pela equipe econômica. "Estamos essa discussão de onde estará esse número", disse o ministro da Fazenda. Questionado sobre a possibilidade de novas alterações no texto pelo Congresso Nacional, mesmo após o fechamento de um acordo, Meirelles afirmou que isso é "sempre uma possiblidade". Mas acrescentou que, nesse caso, o novo Refis não terá prosseguimento. "É um problema para as empresas que têm dívida. Portanto, todos estão sensíveis a isso. É preciso chegar a um acordo que tenha viabilidade fiscal e tributária. Está em andamento. No momento em que chegarmos a um acordo, possibilidade de ser aprovado é grande", acrescentou o ministro. Mais crescimento Antes de conversar com os jornalistas, o ministro da Fazenda proferiu palestra no Congresso Aço Brasil 2017, em Brasília. Em sua fala, ele afirmou que, com a instituição do teto para gastos públicos, já aprovado, e com a reforma da Previdência - que o governo busca passar no Congresso Nacional - a despesa primária total, que atingiu cerca de 20% do PIB em 2016, recuará para 15,5% do PIB dentro de dez anos. "se continuássemos nesse mesmo ritmo, iríamos em 10 anos para 25,4% do PIB [em despesas primárias totais], uma diferença de 10 pontos [em relação aos 15,5% previsto com o teto de gastos]", declarou o ministro Meirelles. Segundo ele, essa redução do tamanho do Estado brasileiro, juntamente com as reformas microeconômicas e estruturais, poderá aumentar em 3,5% a 4% a taxa média de crescimento da economia brasileira nos próximos anos. "Isso criará um ciclo de crescimento sustentado e vai impactar o desemprego fortemente nos próximos anos. A ideia é que, a partir de 2019 com o ciclo de reformas competado, tenhamos um país com outras perspectivas", concluiu o ministro da Fazenda. 18 COMENTÁRIOS Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal. Escreva um comentário... ENVIAR RECENTESPOPULARES Luis Paulo HÁ 9 HORAS Precisamos de Reformas. Com a Reforma da Previdencia, Todos, incluindo políticos e altos funcionarios públicos vao se aposentar aos 65 anos, e funcionarios públicos que entraram em serviço a partir de 2013 vao se aposentar ganhando no máximo o Teto do INSS (R$5531). Mas o povo pensa que é mentira. Leiam a PEC 287 entao. Está na internet 60 Luis Paulo HÁ 9 HORAS